Olá!

Bom dia, boa tarde, ou boa noite!

Se você veio parar nesse blog é sinal de que meu facebook foi deletado por conta da tal Timeline.

Bom, infelizmente o Facebook decidiu tornar obrigatório o uso da Timeline exatamente quando recebemos a notícia de que nosso milagrinho estava a caminho.

Para não desapontar a galera, já que estamos tão longe, estarei publicando aqui fotos e notícias sobre a gravidez e coisas em torno dela.

Para começar pelo começo:

1. de janeiro: início do ciclo

12 de janeiro: ultrassonografia que revelou um folículo de 22mm, ou 2.2cm

25 de janeiro: primeiro teste positivo em casa e um teste positivo no médico de família, ambos bem fraquinhos, mas positivos. Contamos para nossos pais e irmãos.

29 de janeiro: só pra confirmar, fiz mais um teste em casa e esse deu positivão. Botamos os dedos no facebook. Todo mundo ficou sabendo.

Diferente do Brasil, aqui na Noruega a gente só vai ao médico depois da oitava semana de gravidez e tem direito a uma ultrassonografia de graça por volta da semana 20. O médico de família, que é clínico geral, é o responsável pelo acompanhamento da gravidez. A partir da semana 16 os cuidados podem ser deixados a cargo da “parteira”. Nada de ginecologista ou obstetra! E sou eu quem escolhe: médico ou parteira; ou os dois alternados.
Mas… como eu estava em tratamento hormonal com um ginecologista ele pode decidir acompanhar a gravidez também. Se o fizer, tenho direito a tantas ultrassonografias e exames quanto ele achar necessário, e a primeira ultrassonografia do acompanhamento ginecológico ocorre por volta da oitava semana.
Como ainda não sei se o ginecologista vai querer me acompanhar, e estamos nos roendo de curiosidade para saber se tudo está bem, já marquei uma ultrassonografia particular para o dia 14 de fevereiro, início da semana 7. Aqui eles se negam a fazer ultrassonografia antes da semana 7, mesmo pagando.
Como somos pais de primeira viagem, todo cuidado é pouco, por isso já marquei uma consulta com minha clínica geral para a próxima segunda. Morten vai junto. Não é por nada, mas acho muito estranho só ir ao médico depois da oitava semana. Tenho um monte de perguntas pra fazer. Quero saber o que posso e o que não posso comer e beber, o que posso ou não fazer etc… Encontra-se muita coisa na net, mas numa situação como essas, quero ter a palavra final da minha médica, mesmo que ela precise ler nos livros na minha frente como já fez antes. Confio mais nela do que nas opiniões alheias. Como dizem por aí, cada mulher é uma mulher, e cada gravidez, mesmo que da mesma mulher, é uma gravidez. Por via das dúvidas, melhor seguir meu instinto e as instruções da minha médica.
Pela primeira vez penso nas possíveis complicações durante os três primeiros meses de uma gravidez. É interessante. Nunca havia pensado na alta possibilidade de um aborto espontâneo antes. Pra mim aborto era algo quase sempre causado: a mulher, por uma ou outra razão, decidiu não ter, e tirou. Se recebesse a notícia de que alguém estava grávida, tinha por certo que o bebê ia nascer depois de nove meses, lépido e fagueiro. Nem sei se minhas primas e amigas que têm filhos alguma vez pensaram na possibilidade de que poderiam abortar de repente, sem querer. Tudo sempre me pareceu certo: está grávida, não há problema, nove meses de espera e o bacuri chega por aí para encher a vida das pessoas de alegria.  Porque filho, não importa como, quando e onde foi concebido, é sempre boa notícia! Sempre traz paz e alegria a quem o bem quiser.

Hoje me vejo respirando cautelosamente, com os ombros levantados… ressabiada. Nunca se sabe o que pode acontecer ao longo dessas 12 primeiras semanas. E delas, só passamos por pouco menos de 5. A felicidade de saber que um ser se desenvolve dentro de mim está contida, ressentida, esperando a primeira ultrassonografia, ou o fim das 12 semanas para se exibir em todo o seu esplendor. Essa preocupação também marcou um pouco o cenho de Morten esses dias.

Quando falo da alta possibilidade de aborto espontâneo, me refiro às seguintes estatísiticas norueguesas não-oficiais:

  • 25 – 30 % de risco a partir da concepção
  • 15 % de chance a partir da terceira semana
  • 8 % de chance a partir da sexta semana
  • 5 % de chance a partir da oitava semana
  • 2 % de chance a partir da nona semana
  • menos de 1 % de chance a partir da 12a. semana

Mas, como ia dizendo, já marquei a consulta com a clínica geral para a próxima segunda, marquei uma conversa com uma parteira para o dia 13 de fevereiro e uma ultrassonografia para o dia 14 de fevereiro.

Não tenho muitos sintomas… fico cansada em alguns horários, especialmente durante o trabalho ou se resolvo bater-papo com um dos velhinhos, me sinto tonta a maior parte do tempo, sinto náuseas muito raramente e minha pele está um horror! Uma lixa! Os seios… bom, doloridos e inchados (desse sintoma eu não reclamo!), isto é: lindos!

Bom, assim encerro esse primeiro post sobre o nosso milagrinho, que de acordo com um amigo, vai inventar a máquina do tempo!

2 pensamentos sobre “Olá!

  1. Ai, ai…. é tão bom ler isso tudo. Principalmente das experiências de mamães de primeira viajem! Passei por isso também e ficava super ansiosa, nervosa, com medo…. mas tudo compensa depois de 9 meses! Quando vc ouve aquele chorinho pela primeira vez, quando você alimenta aquela coisinha pequena que depende totalmente de você, dos seus cuidados, do seu amor!

    E isso tudo passa rapidinho… logo, logo você já se vê com uma criança em seus braços…rs

  2. Pingback: Kjære Cecilie/Cecilia/Lauritz/Matias, « pappaaablogg

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