Voltamos!

Desculpem, meus queridos. Estivemos “fora do ar” por quase 2 meses. E muita água já passou por debaixo da ponte de novo… Vou tentar resumir as gotas do córrego numa tormenta  [abaixo segue uma curta galeria com fotos resumindo os acontecimentos das últimas semanas].

No último post ainda estávamos no Brasil revendo familiares e exibindo a barriga. Revendo familiares mesmo! Não consegui encontrar 1 amigo sequer para uma boa conversa. Desculpem! Prometo que a próxima visita vai ser longa o suficiente para um bom papo com os amigos.

Desde que voltamos já estivemos com a parteira e com minha médica. Primeiro foi com a médica, que estava para entrar de férias. Depois com a parteira, que ficou meio contrariada porque a médica näo solicitou exame de toxoplasmose e um outro exame de sangue que é praxe depois de uma viagem ao “limbo” [o Brasil já não é mais “terceiro mundo”, mas também não é primeiro, então prefiro dizer que o Brasil se enquadra no “limbo”]. Ela solicitou e eu já fiz. Devo receber a resposta dia 23. É interessante. No Brasil, o exame de toxoplasmose é praxe, aqui, não. A parteira disse que é quase certo que eu seja imune, já que comi terra quando criança por exemplo [hum… até hoje lembro do gostinho…] – aqui as crianças só brincam em areia lavada que é fechada pra evitar que gatos as usem como banheiro, ou seja, o contato com fezes felinas é evitado o tempo todo. No Brasil, qualquer areia, suja ou lavada, é lugar de fazer festa e pintar o sete-.

Matias já ganhou um monte de coisas e tem mais a caminho, o que significa que quase não compramos roupa. A gente compra alguma coisa especial, quando passa em frente a uma loja, bate o olho e gosta. Mas tem sido bem pouquinho. A maior parte das roupas foi herdada do filho de uma amiga do trabalho [nossos sinceros agradecimentos à Rogeria, que, aliás, tem muito bom gosto!]. Matias também herdou umas fraldas dos filhos do melhor amigo de Morten para usar nas primeiras semanas [como já disse antes, vamos usar fraldas de pano], mas já comprei mais algumas e ainda faltam as que ele vai usar até o desfralde [as “fraldas de pano modernas”]. E a irmã de Morten tem um bocado de coisas esperando pela gente.

O que mais tem tomado meu tempo nesses quase 2 meses é o tricô! Uma tia de Morten [que há muito tempo me deu novelos, um jogo de agulhas e revistas para eu fazer um par de meias pra Morten] me perguntou no início da gravidez se eu já tinha começado a tricotar as roupinhas do milagrinho. Eu nem tinha pensado nisso, e nem sabia o sexo dele naquela altura. Ela disse: Ah, use cores neutras. Marrom, branco, amarelo, verde! Eu nem dei bola… Morten começou a viajar feito doido pouco antes da visita ao Brasil, e eu resolvi ver o que encontrava na net. A internet é um mundo paralelo onde se acha de um tudo, inclusive receitas de tricô! Comecei uma camiseta com uns novelos velhos que tinha aqui. No dia seguinte resolvi voltar à lojinha de artesanato da cidade pra ver se achava alguma coisa interessante… comprei mais umas agulhas e uns novelos. Desde que me mudei pra cá, uma das dificuldades com o tricô tem sido a língua. Tricoto em três línguas – português, inglês e norueguês. Tive que repassar os pontos e técnicas para saber exatamente o que fazer quando usasse uma receita em inglês ou em norueguês. Achei uma receita de um “hentesett” – um conjuntinho de tricô que os bebês usam quando saem do hospital pela primeira vez- e resolvi que ia fazê-lo. Mas, tinha que estar um pouco mais afiada para fazer a coisa direito – e mesmo assim, não tem jeito, sempre erro em algum lugar na execução do trabalho! Essa semana, enquanto terminava a jaquetinha do hentesett, lembrei que há pouco mais de 4 anos, quando decidimos tentar engravidar, eu me via tricotando uma blusa ou jaqueta para menino, com as cores do Brasil e da Noruega. E assim é a jaquetinha do conjunto! Entre o início da primeira camiseta e a jaqueta, eu já tricotei uma regatinha, uma blusa, uma calça, iniciei outra calça e agora comecei a touca do hentesett. Ah, e eu sempre mudo as receitas, rs. Ou mudo a cor, ou o modo de fazer. O bom é que tudo é de lã. Roupas de lã para bebê são caras. Acabei de comprar um conjuntinho de body e calça de lã pra ele usar por baixo da roupa e paguei 300 coroas [só pra comparar, vimos várias opções de conjuntinhos em algodão ecológico na promoção por 40 coroas]. Sai muito mais barato comprar a lã e tricotar, o que leva tempo, mas tempo é o que eu mais tenho agora. E eu invisto tanto tempo em tanta coisa sem sentido e sem valor, por quê não investir tempo tricotando roupinhas pro meu filho?

Bom, e tenho tempo porque parei de trabalhar essa semana. Trabalhei o final de semana passado todo, e tinha mais dois plantões essa semana. Joguei a toalha. Foi terrível trabalhar no fim de semana. Iniciei os plantões antes da hora pra ter certeza de que poderia sentar sempre que precisasse, e chegava na pausa tensa, com medo de não conseguir acabar o plantão. Estressante! A barriga está bem maior agora, e não consigo andar mais de 20 minutos sem parar. Ando feito uma pata, me balançando feito uma baleia, arrastando os pés e devagar. Como devagar também é pressa, tento respeitar os limites que meu corpo está me impondo. Se eu perco o ônibus, espero o próximo ou pego um táxi. Nunca andei tanto de táxi por aqui, e táxi é caro [pra se ter uma idéia, um taxista pode ganhar o mesmo ou pouco mais que um professor universitário trabalhando menos]. Ontem eu vi estrelas enquanto caminhava atrás de Morten. Como sou a favor da “queda controlada” para grávidas, me joguei de bunda no canto da estrada assim que tudo ficou embaçado. Isso tem acontecido muito agora… “quase desmaios” por me forçar a fazer o que não devo. Fiquei assustada ontem. Não gostei. Ando pouco e devagar, e pronto!

Na sexta-feira nós fomos buscar o carrinho do milagrinho, comprar o berço, o armário e uma secadora [chegamos a conclusão de que não teremos espaço pra secar a roupa dentro de casa depois que Matias chegar. Luxúrias de um apErtamento]. Também compramos alguns poucos utensílios na IKEA. Na volta recebemos a ligação de um casal amigo de Morten que estava a caminho de Kristiansand com o filho de 5 anos e 2 cachorros, sem lugar pra ficar. Eles iam para a casa de praia, mas esqueceram a chave e tinham que buscar um veleiro no dia seguinte. Nosso apErtamento, que é como coração de mãe, acomodou os 5 na sala. Eles chegaram por volta da meia-noite. Eu já estava morta depois do dia de compras. Matias me acordou pouco depois das 6, tomamos café pouco antes das 9 e às 11 eles foram embora. Ontem Morten montou uma parte do armário, e hoje eu vou montar as gavetas e prateleiras. As coisas de Matias estão amontoadas pelo chão do quarto em sacolas enormes. Vai ser bom ter o armário no lugar. Ainda tenho que montar o carrinho e Morten vai montar o berço quando puder. Ontem comprei uma máquina de costura, deve chegar essa semana [é, eu compro quase tudo pela internet!]. Morten me deu uma Singer de presente no dia dos namorados em 2008, mas ela é das antigas e super pesada, nem rola trazer pra cá, e já ouvi boatos de que ela está fazendo uma vovó muito feliz no Brasil. Melhor deixá-la por lá.

No mais, tudo na mesma. Espero não ter esquecido nada. E aqui vão as fotos.

Até a próxima semana!

4 pensamentos sobre “Voltamos!

  1. Li tudo. As fotos estão lindas. Glória a Deus!
    Logo, logo estarei por aí e vibro de pensar num nénem que já me conhece…antes de nascer …hahahaha … Deus é maravilhoso!

  2. Nossaaaaaaa!!!! Como essa barriga está enormeeee! rs Tá mto linda e pontuda… como tem sido dormir com esse barrigão, hein?
    Se cuida e cuida do Matias tb…. adorei as roupinhas! Achei um ótimo passa-tempo para grávidas….rs.

    Bjos e fiquem com Deus… estamos com saudades e louca pra ver o Matias em seu colo.

    • Oi, Ana.

      Sinceramente não sei como poderia fazer.
      A marca é sueca e muito vendida nos países nórdicos. A única idéia que me veio à cabeca é a de, no caso de você viajar para algum país que venda Emmaljunga, que compre e transporte como em uso. Ou seja, melhor viajar com o bebê depois de nascido, sem carrinho e trazer de lá já em uso. Assim também evita muitas perguntas na aduana. Ou entrar em contato com a Emmaljunga e ver se eles enviam pelo correio.

      Boa sorte e um abraco!
      Helena.

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