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De repente…

Bom, essa semana foi bem tranquíla. Tenho estado menos constipada, e comecei a comer um pouquinho mais do que o normal, mas nada abusivo. Como meu pai sempre disse: eu tenho estômago de passarinho. Estou em dúvida sobre o meu peso. A minha balança é meio doida, mas tenho me pesado nela, e ontem ela mostrou um aumento de pouco mais de 1 kg. Hoje, na consulta com a parteira, a balança não mostrou nenhum aumento. Não quero engordar feito porca, mas também não quero controlar muito meu peso. Prefiro engordar o que for preciso para ter um bebê saudável com peso dentro da linha da normalidade. Por outro lado, tenho medo que ele fique muito grande. Morten é ossudo, e nasceu com quase 4 kg. Eu pareço um girininho, imagine uma pessoa da minha estatura dando a luz à uma bolinha ossudinha de 4 kg… uffa! Me canso só de pensar hehehehehehehe.

Junto com esse suposto aumento no peso, minha barriga deu uma “estufada” assim, de repente, de um dia pro outro. Postei algumas fotos em posts anteriores em que tinha acabado de comer. A barriga está meio “deformada”, com duas “bolas”, a de cima com comida e a de baixo com o milagrinho. Agora, de um dia pro outro, minha barriga estufou e virou uma bola só. A barriga já começa a partir da linha abaixo do seio.

Bom, já citei que estive na consulta com a parteira. Bem, foi hoje. Nossa primeira consulta com ela. Eu não sabia o que esperar da consulta com a parteira. Achei que ela fosse falar de parto. Pensei, questões médicas tratam-se com o médico. Questões de parto, com a parteira. Não preparei nada. Não tinha perguntas específicas, e nem sabia bem sobre o quê deveria ter curiosidade. De certa forma foi bom, ela pôde falar do que quisesse e as curiosidades foram surgindo ao longo da conversa.

Ela checou meu peso, minha pressão arterial, fez exame de urina, mediu o tamanho do bebê, ouvimos o coraçãozinho dele por um aparelhinho que ela tem e falamos, falamos muito. A consulta deve levar 1 hora, a nossa levou 1 hora e meia porque nós fazemos parte dos poucos “casos especiais”. O fato de eu ser bipolar [ciclotímica] e Morten ter Chrons nos torna especiais. “Futuros pais com necessidade de acompanhamento extra”. Ela logo fez contato com o departamento de acompanhamento e aconselhamento familiar, e mandou chamar uma das enfermeiras que trabalham lá para nos apresentar. Bom, aceitamos a oferta de acompanhamento extra e devemos ir conversar com um deles em umas duas semanas.

A parteira ficou interessadíssima no fato de eu ser bipolar e estar sem medicação, então falou-se muito sobre isso – eu mesma não falei muita coisa. Foi interessante. Todo mundo quer saber como está sendo “estar grávida sendo bipolar sem medicação”. Até minha mãe, tadinha, anda preocupada com isso. E pensar que transtornos psíquicos não faziam parte do mundo dela até pouco tempo… mas estudar enfermagem deixa a gente atento a muita coisa louca e nossas cobaias são sempre os familiares mais próximos – e eu sou um prato cheio… hehehehehehehehehe.

Bom, resumidamente: estou no quarto mês de gestação, sem medicação alguma e por enquanto nada absurdo aconteceu. Como é impossível me livrar desse troço, algumas coisas já começaram a pintar no meu dia-a-dia: voltei a gaguejar e estou talvez um pouco mais desatenta, por exemplo. Mas o humor ainda não começou a descambar sem razão. Também estou mais “emotiva”, digamos assim. O problema é que grávida chora a toa, então fica difícil dizer se isso vem da gravidez ou da bipolaridade. Por essas e outras, vamos fazer esse tipo de “terapia fake” do acompanhamento extra – digo “fake” porque serão conversas confidenciais, mas informais. Morten adorou a idéia. Sempre quis me colocar num divã e me fazer falar dos meus sentimentos rs… [brincadeira].

Bom, como hoje eu saí de casa de manhã cedo para a consulta, aproveitei a oportunidade para resolver outras coisas. Fui até a minha médica para fazer um exame de sangue. E pela primeira vez consegui levantar o nível de ferro no sangue! – Uhuuuu! – Fui de 10.2 para 11.7. Também, me entupo de ferro todos os dias – dose diária de 200mg. Peguei meu encaminhamento para a fisioterapia e na quarta-feira já começo. A fisioterapia acontece todas as quartas de manhã, em grupos de até 10 grávidas. Achei óleo de amendoa doce a um preço módico, resisti bravamente na The Body Shop e só comprei a manteiga de cacau que queria, nada mais, comprei um rolo de massa para fazer pastel, jantei na rua e ainda voltei caminhando pra casa.

Foi um dia cheio e cansativo. Mas fico contente por ter tanto “acompanhamento extra”, e melhor, de graça. Grávidas não pagam por consultas, receitas, encaminhamentos, tratamentos, cursos, acompanhamentos extra… uma coisa! Não tem lugar no mundo melhor pra se estar grávida. Deus é muito bom e sabe bem do que eu preciso. E vai ver que eu preciso mesmo de todo esse apoio. 🙂 Obrigada, Papai do céu!

E aqui vão as fotos da semana – em preto e branco dessa vez.

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