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Encurtamento do canal cervical – 27 semanas

Estamos a 27 semanas e essa semana experienciei algo um tanto assustador: o encurtamento do canal cervical.

Não sei bem o que causou o encurtamento, mas tenho algumas hipóteses. Na quarta-feira passei o dia fora, passeando com minha sogra. Andei bastante e terminamos o dia na casa de praia. O dia foi longo. Também, não me lembro se na quarta ou quinta, resolvi lavar os bicos dos seios que estavam bastante feios, já que desde o início da gravidez eles têm estado tão sensíveis que não aguento nem mexer. Lembro que durante o banho, o toque me causou uma série de contrações.

Mas na quinta-feira, por volta do meio dia, as contrações eram tantas que não aguentava ficar sentada ou de pé. Fui pra cama e dormi entre as 14h e 18 horas. Quando acordei, as contrações tinham diminuído bastante. Ontem, sexta-feira, o mesmo voltou a acontecer. Contrações ritmadas com 1 minuto de duração e 8 – 10 minutos de intervalo. Resolvi ligar pro hospital para saber “qual era o limite para eu entrar em contato e de repente ir até lá”. A parteira enviou um táxi de imediato e disse que, em casos de gêmeos, não há limite. Qualquer atividade ritmada deve ser observada de perto para saber se está afetando o canal cervical.

E neste caso afetou. Logo que cheguei fui atendida pela ginecologista de plantão, e ela chamou a chefe para confirmar as observações dela. O canal cervical, que tinha 4 cm na semana 24, agora tem 2,8 cm. Além disso, a placenta de Alexander tinha descido até o canal cervical, e parecia um bico de passarinho. A questão então era saber se as contrações ainda estavam influenciando o canal cervical. Fui internada imediatamente. Achei que fosse esperar algumas horas, checar de novo e ser mandada pra casa. Eu, inocente, não sabia de nada!

Me deram uma cama na área de parto, depois me transferiram para um quarto na unidade pré-natal da maternidade e lá fiquei. E fiquei. Uma enfermeira checou minha pressão, fez exame de urina, ouviu os bebês com o doppler. E só. Me deram lanche, janta, ceia. E me deixaram lá. Ouvindo os recém-nascidos chorar por suas mães, enquanto eu pedia à Deus pra que os meus ficassem mais umas 10 semanas na minha barriga.

Se o canal cervical continuasse diminuindo, e atingisse 2,5 cm, me dariam corticóide para amadurecer os pulmões de Alexander e Cecilie e me dariam outros remédios para parar o trabalho de parto. Mas para decidir isso, eu precisava de mais um exame. O dia acabou.

Antes de dormir tive mais uma hora de contrações ritmadas que cessaram depois que tomei 6 copos d’água de uma vez e me deitei do lado esquerdo. Adormeci pouco depois de 2h da manhã.

Acordei pouco antes das 7h da manhã e pensei, um médico deve aparecer logo. Antes ou logo depois do café. Levantei, tomei banho, esperei a hora do café. Nenhum médico apareceu antes do café. Perguntei a uma das enfermeiras quando um médico apareceria. “Lá pelas 9h, mas se tiver muita coisa na unidade de parto, pode demorar um pouco mais”. Ok. Tomei meu café e voltei pro quarto. Fiquei lendo. Não demorou muito e uma enfermeira dinamarquesa muito simpática veio ouvir os bebês. Tudo certo com eles. Perguntei pelo médico. Ainda não tinha vindo pra unidade pré-natal. Mas eu era a única na unidade esperando pelo médico, então, logo que ele chegasse eu seria atendida.

Continuei no quarto, esperando. Às vezes andava pelo corredor, ou ia assistir um pouco de TV na outra sala. Às 10h30min a enfermeira simpática voltou. Disse que tinha falado com a médica para saber qual seria o procedimento comigo. Eu voltaria para a unidade de parto para fazer uma nova ultrassonografia e, a depender do que víssemos, decidiríamos um plano de ação. “Daqui a pouco eu venho te buscar”, disse a enfermeira simpática.

Eu, prontamente, juntei meus paninhos de bunda e me preparei pra nova ultrassonografia e pra receber alta. Afinal, nenhuma das contrações que tinha sentido me pareciam com “contrações verdadeiras”, apesar de terem afetado o canal cervical. Não tinha dor, não tinha sangramento, a bolsa não se rompeu. Nada. Eram só essas contrações comuns de treinamento que acontecem durante toda a gravidez. Só que, de vez em quando, ritmadas demais pro meu gosto.

Foram 15 minutos, meia-hora, 45 minutos, 1 hora e nada da enfermeira simpática vir me buscar. Sentei no corredor. Não via nem ouvia nada além dos bebês chorando e seus pais desajeitados com vergonha de pedir ajuda às enfermeiras. Depois de 1h e meia, voltei pro quarto e toquei o alarme. A enfermeira simpática veio e dessa vez disse que ia ligar pessoalmente para a médica, e que, se preciso fosse, ia busca-la.

A essa altura, eu já tinha dito que ia fugir do hospital. Já é frustrante estar em casa de licença, no hospital é ainda pior!

Uns 15 minutos depois ela finalmente veio me buscar pra fazer a nova ultrassonografia. A ginecologista de plantão explicou então que, se o canal cervical não tivesse se alterado, eu Receberia alta. Mas… se tivesse diminuído, eu ficaria internada e um plano seria traçado com o chefe de plantão. Ela explicou também que a razão da demora era que nesses casos, eles costumam fazer um exame do líquido aminiótico, e esse exame só pode ser repetido 24 horas depois. No meu caso, como ainda não estava em 2,5 cm, eles decidiram não fazer esse exame, mas observar o desenvolvimento do canal por um período de 24 horas.

Ela começou a ultrassonografia, e eu curiosa, já fui perguntando se o canal tinha diminuído ou não. Ela disse que, a julgar pelo que ela estava vendo, o canal continuava em 2,8 cm, bem fechado e a placenta de Alexander tinha voltado a posição normal. Não tinha mais bico nenhum. [Yeyyy!!!] Chamou o chefe e ele veio quase que por teletransporte. Um médico alto, mas de fala mansa.

Sentou pertinho de mim e, depois de se apresentar, e observar a imagem do ultrassom, começou a conversar baixinho comigo: “Em gravidez gemelar, 4 coisas são importantes: 1) se os bebês dividem ou não a placenta; 2) como o canal cervical está; 3) se os bebês estão crescendo normalmente; e mais importante 4) como você está. Você está bem em 3 dos 4 itens. Nós, homens ginecologistas obstetras, gostamos e achamos importante explicar porquê observar o canal cervical é tão importante.” Nessa hora eu ri por dentro. “Nós, homens ginecologistas obstetras”. Ele discorreu sobre a importância de eu ligar nesses casos, disse que eu não devo ter medo de ligar e o quão feliz ele estava por ver que eu liguei. Bom, eu bem sei que em gravidez de gêmeos a diferença entre ligar ou não pode se traduzir num parto prematuro desnecessário. Liguei mesmo, apesar de não achar que fosse parir naquele momento – só não achei que fosse ficar de molho e sem informação por tanto tempo. “Não pense que nós não nos importamos. Você é importante pra mim” (Como assim, Bial?). Depois que ele saiu, a enfermeira disse: “Todo mundo adora participar quando são gêmeos ou mais. Até os chefes. Eles largam tudo e vem mesmo!” Bom pra nós.

Então ele confirmou o que a outra médica viu, e querem manter controles mais rígidos do meu canal cervical. Dia 13 eu volto e vamos ver como as coisas estão. Contei que vou me mudar daqui uma semana. “É, você vai se mudar, mas não vai mudar nada! Não vai carregar nada, não vai mover nada! A menos que você queira que esse bebês nasçam antes da hora.”

Assim, a principal “prescrição” que recebi foi: Sossegue o facho!

E no meio disso tudo, Morten e Matias estão na Dinamarca. Voltam hoje à noite. Imagine eu parir prematuros antes de eles voltarem, sozinha? Durante essas quase 24 horas internada, sem internet, sem bateria no celular, num quarto estéril, eu comecei a planejar como seriam os dias com duas crianças prematuras na UTI-neonatal, sem previsão imediata de vinda pra casa. Encontrar uma bomba hospitalar para alugar, bombear leite pelo menos 10 vezes ao dia, visitar os bebês, cuidar de Matias…

Cheguei à conclusão de que o melhor é mesmo sossegar o facho!

E vamos às fotos!

Alexander e Cecilie - 27 semanas

Como estamos? – Fotos

Não falo diretamente da gravidez e dos gêmeos desde o dia 8 de maio. Então aqui vai um update com fotos da barriga e da ultra na semana 24 .

Estamos a 26 semanas, e minha barriga parece que vai explodir. Meu umbigo já está liso, imagine! Na gravidez de Matias isso só aconteceu próximo as 40 semanas. Às vezes me pergunto quão elástica minha pele é para aguentar mais 11-12 semanas de crescimento da barriga, e daqui pra frente em alta velocidade.

O músculo abdominal luta bastante. E eu sofro com a tensão do músculo abdominal contra a tensão do útero que só cresce. É bastante desconfortável. Há dias que preciso voltar pra cama pra esperar a batalha terminar. Mas perco muito dos meus dias nesse negócio.

As noites de sono têm sido curtas. Cecílie não dorme antes de 1h da manhã e não acorda antes do meio dia, mas Matias tem levantado entre 6h30 e 7h30 da manhã. Se Morten estiver viajando, eu tenho que estar disponível pro ritmo dos 3. Não adianta muito tentar ir pra cama cedo com Matias, Cecílie e Alexander não me deixam dormir. É muita atividade! Alexander fica mais tranquilo enquanto Cecilie dorme no começo da manhã, mas soca minha bexiga o tempo inteiro. Ele chuta a cabeça dela, e ela não pára. É uma delícia sentir os dois, mas ao mesmo tempo avassalador. E é uma sensação única.

Matias e nosso bbhugme

Matias e nosso bbhugme

[PROPAGANDA GRATUITA] Meu tempo na cama tem sido salvo por um travesseiro tipo linguiça que comprei. O Bbhugme. Ele foi desenvolvido por quiropráticas que têm trabalhado com grávidas por muitos anos. Quando eu estava grávida de Matias, tive que fazer fisioterapia por causa das dores na bacia, que estava mole por causa da enxurrada de hormônios. Me parece que esse tipo de dor é mais comum em países frios. Dessa vez, resolvi me prevenir e comprei esse travesseirão. Até agora não tive essas dores, e durmo muito bem agarrada nele. É claro que há noites em que ele é tomado de mim.

Amarrado

Amarrado para a amamentação

Matias diz que o travesseiro é dele, e aí eu perco a vez em algumas noites. Durante o dia, quando Morten está sozinho na cama, o travesseiro é dele. Mas esse travesseiro é muito gostoso. Se estende desde meu calcanhar, passa por baixo da minha barriga, entre meus braços até chegar embaixo da minha cabeça, formando um longo travesseiro. E eu ainda posso decidir se quero mais longo ou mais curto, dependendo do que vou fazer com ele. Ele é macio, mas firme. Dá até pra dormir de barriga pra baixo com ele. E depois que Alexander e Cecilie nascerem, vou usa-lo para amamentar os dois ao mesmo tempo. E ele já vai comigo pra maternidade. Infelizmente me parece que ele só está disponível pra compra na Noruega 😦 Quem sabe num futuro próximo ele não fica disponível em outros países? Esse eu recomendo. [FIM DA PROPAGANDA GRATUITA]

Nesse período em que só postei sobre outras coisas que não nós, algumas coisas aconteceram. Desde de 12 semanas, quando comecei a pensar nas praticalidades de de repente ter 3 crianças em um apErtamento, me preocupo com o espaço. Minha mãe vem pro nascimento dos bebês e íamos transferir Matias pro outro quarto, o que causaria um efeito dominó. O outro quarto tem sido usado como escritório por Morten e como quarto de hóspedes quando temos visitas. Morten não queria transferir Matias pra lá porque ia perder o escritório e nós perderíamos o quarto de hóspedes. Esse apartamento é de pouco mais de 40 m2 mal planejados, então tudo tem estado bem apertado. Esse é um apartamento para estudantes, não para uma família.

Eu já estava com a cabeça fervendo sobre a possibilidade de se mudar, minha mãe veio com umas conversas sobre isso, e a pressão da sogra era tão sutil quanto mandar anúncios de imóveis pra gente alugar ou comprar. Bom, comprar está fora de cogitação porque não sabemos se Morten vai conseguir trabalho aqui ou em outra cidade – e, pra dizer a verdade, nenhum de nós sonha ficar em Kristiansand -, ao mesmo tempo que não temos salário fixo pra garantir um empréstimo decente. Nosso sonho mesmo é comprar um terreno grande, ou uma fazenda desativada e construir uma casa passiva. Mas isso exige que tanto eu quanto ele tenhamos empregos fixos com 100% do salário para garantir um empréstimo que seja alto o suficiente. Ainda não estamos nesse patamar. Estamos construindo nosso castelo tijolo por tijolo.

Então estamos alugando outro lugar. Nos mudamos no mês que vem para uma casa que é três vezes maior que esse apartamento, e tem três quartos. Assim, mantemos o escritório/quarto de hóspedes, damos um quarto pra Matias – que está super contente com a idéia de ter o quarto dele – e temos o nosso, com espaço suficiente para nós e os gêmeos. Sim, vamos fazer cama compartilhada de novo. Essa vai ser a primeira vez que vamos morar em uma casa aqui. Desde que nos casamos, moramos em apartamentos em todos os lugares, exceto no Brasil. A experiência de dividir as paredes com outros tem sido um tanto traumática para mim. Vai ser ótimo não ouvir os vizinhos! E nem me preocupar que eles ouçam crianças gritando, cantando, chorando, enfim, sendo crianças e “atrapalhando” a paz dos outros.

Também nessa de pensar nas praticalidades, pensei nos três primeiros dias na maternidade. Matias não pode dormir no hospital com a gente. Então comecei a me preocupar com essas noites sem a mamãe. Não queria que ele tivesse que, de repente, dormir sozinho porque eu estaria ocupada com os outros dois. Seria o mesmo que o abandonar pra cuidar dos bebês. E Matias dorme comigo desde o nascimento. Então pensei que precisamos acostuma-lo a dormir com o pai, sem mim. Assim, durante esses dias na maternidade, ele pode vir pra casa dormir com o pai, e voltar pro hospital durante o dia se quiserem. Os avós já se ofereceram para ficar com ele nesses primeiros dias. Mas Matias não dorme nem com o pai sem chorar, vai dormir bem com os avós que acham que chorar é super normal e não faz mal? Não preciso dizer que tenho sérias reservas quanto a isso. Mas isso é papo pra outro post.

Por isso, no último domingo, Matias foi dormir sozinho com o pai num hotel. Ele acordou uma vez, chorou, disse que queria vir embora, mas adormeceu no colo do pai outra vez. Pela primeira vez em 3 anos, 6 meses e 21 dias Matias dormiu longe de mim. Claro que eu sofri mais. Não consegui dormir antes de 3h da manhã. Ele estava bem no dia seguinte, e foi direto pra creche. Não o notei mais agarrado em mim depois disso, mas está mais ressabiado e ocupado em saber que eu estou por perto. Na próxima semana ele vai pra Dinamarca com o pai, e ficam 5 noites. Essa vai ser a maior prova, pros três.

Também nesse tempo, fizemos mais uma ultra no hospital, na semana 24. E dessa vez ganhamos fotos em 3D e 4D. Foi muito legal vê-los fazendo a maior bagunça na minha barriga. Tudo vai bem com eles. Estão crescendo normalmente, dentro da normalidade para gestações únicas. A parteira fez até piada de que eles poderiam nascer em torno de 3Kg cada um. Aff! Vimos todos os órgãos outra vez. Os dois estavam em posição cefálica, por isso Alexander chuta a cabeça de Cecílie, que fez cara feia na foto depois de uma pezada dessas. Bom, eu gosto de escrever, mas vamos às fotos!

Montagem 24 semanas

Foto comparativa – semana 24

Observe o umbigo liso!

ultra 24

Ultra semana 24 – 2D e 4D

Só eu acho Alexander parecido com Matias nessa ultra 4D? Essa ultra me deixou ainda mais curiosa sobre a aparência dessas crianças. Tudo é possível nessa mistura.

Um abraço e até a próxima!

E os milagrinhos são…

Um menino e uma menina!

Parabéns à todos que deram seus palpites no Facebook e acertaram. Obrigada pelos chutes!

Desculpem a demora na resposta. Mas do hospital, fomos direto à creche buscar Matias para irmos jantar na casa dos meus sogros. Voltando pra casa, liguei pra minha mãe, coloquei Matias na cama e só agora consegui falar com meu pai. Eles sempre ficam sabendo em primeira mão. 🙂

Bom, quanto a ultra. Essa foi a “super-ultra”. Chamo ela assim porque é a única ultrassonografia que o governo dá durante a gravidez. Ela acontece entre a 18a e a 19a semana e nela a gente descobre o sexo – se assim desejar -, faz uma análise detalhada do bebê, e determina a data prevista do parto oficial. [ADENDO] Nossa data prevista de parto foi corrigida em três dias, para 4 de outubro. [FIM DO ADENDO] Essa ultra acontece no hospital onde a gente deve ter o bebê, e assim eles já mantém todas as informações sobre a mãe e os bebês antecipadamente para se preparar.

Como estamos esperando dois bebês, essa ultra foi bastante especial e mais demorada, já que analisamos os dois. Não é uma ultrassonografia super avançada como as que se fazem no Brasil. Nada de 3D ou 4D. É um aparelho comum. Tudo em preto e branco. Para ver alguma coisa em 3D ou 4D, a gente precisa ir a uma das clínicas particulares e desembolsar um dinheirinho. Eu sempre acho que a ultra comum é suficiente, então nunca paguei por uma 3D.

Também por ser uma gravidez gemelar, eu tenho um acompanhamento mais detalhado, com muitas ultrassonografias. Essa já foi a terceira e daqui pra frente, a frequência vai aumentar. Primeiro, uma a cada duas semanas e depois toda semana.

Pelo que vimos hoje, os dois estão se desenvolvendo perfeitamente, e a diferença de tamanho hoje é bastante pequena. O menino é um pouquinho maior que a menina – o que é esperado -, mas ela é mais longa. O chamado Gêmeo 1 é o menino, que está mais perto da “porta de saída”, e o Gêmeo 2 é a menina, que está mais ao alto na barriga. Ambos são bastante ativos, mas sinto a menina o tempo todo porque ela está mais perto da minha pele. O menino está atrás da placenta, por isso só o sinto quando os movimentos são para o lado, para cima ou em direção à minha bexiga.

As placentas estão bem posicionadas, não bloqueando a saída para o parto. De acordo com a ginecologista, se eu entrar em trabalho de parto antes da semana 34, eles tentam parar o processo. Se o trabalho de parto se iniciar depois da semana 34, eles deixam nascer sem problemas. Idealmente, eles devem ficar aconchegados na barriga até pelo menos a semana 36.

Ao que tudo indica, o parto será normal, mas ainda é cedo para dizer. Tudo pode mudar a qualquer momento. Durante a ultra, a menina estava na transversal e virou de cabeça pra baixo, ficando com o rosto virado pro bumbum do menino. Eles ainda estão pequenos e têm muito espaço para se movimentar, mas parecem gostar do contato entre eles. Tenho a sensação de que a menina é mais ativa que o menino, mas é difícil dizer, já que ele está atrás da placenta dele.

Por aqui, como já disse durante a gestação de Matias, o parto normal é regra, mesmo que a criança esteja sentada. Se o menino estiver com a cabeça encaixada na pélvis, é parto normal, independente da posição da menina. A Noruega é um dos poucos países que realizam partos vaginais de bebês que estão sentados. A cesária só acontece mesmo com indicação clínica. O bom do parto normal é sair do hospital como a Duquesa Kate Middleton: andando, linda, e de salto. Com cara de cansada, claro, mas pronta pra outra. É meu desejo ter outro parto normal. Não vai poder ser na água, como o de Matias, mas normal.

Os nomes…

Agora entramos na fase de escolher nomes, e mais especificamente nome de menino. O nome da menina foi na verdade escolhido antes de Morten e eu nos casarmos (Imaginem!). Desde que engravidamos de Matias e não sabíamos que era um menino que venho reagindo ao nome que escolhemos. Naquele momento o escolhemos por ser um nome que funcionava tanto no Brasil quanto na Noruega, e é bonito. Mas depois disso, quando o nome se tornou realmente uma possibilidade, fui buscar o significado… e não gostei. O nome da menina deve ser Cecilia ou Cecilie – ainda não decidimos se a ou e soam melhor no final. Mas o nome significa “cega” ou “caolha”. Também foi o nome de uma santa… mas o significado me incomoda um pouco. Pensamos que um segundo nome pode aliviar isso, mas ainda não falamos mais sobre isso. Morten é louco por esse nome desde que o escolhemos, fez até música para a potencial Cecilia/Cecilie dele. Então, bem, deverá ser uma das duas variantes mesmo. Que com ela nasça um novo significado pro nome.

Quanto ao menino… ainda não consideramos. Falamos um pouco sobre isso ontem, mas só surgiram nomes bizarros em tom de piada. Agora temos que levar o negócio a sério. Acho que vai rolar o esquema de “eu escrevo meus preferidos, você escreve os seus, e depois a gente cruza as listas”. Eu sempre sonhei com Samuel, mas não funciona bem em Norueguês. Enfim, o nome desse menino vai ser um acordão mesmo.

A ginecologista também deixou bem claro que é hora de parar de trabalhar! E finalmente já posso começar a tricotar pra essas crianças! Yeay!

E vamos às fotos da ultra!

Menino semana 19

O menino. Semana 19. – “Documentos” e perfil.

Cecilia semana 19

Cecilia/Cecilie. Semana 19. – Perfil.

Segundo trimestre

Amanhã entramos na 13a semana de gravidez. Muita coisa aconteceu desde o último post e a segunda ultra aconteceu no último dia 20. Tem sido difícil encontrar calma interna pra sentar e escrever. Outras coisas, para além da gravidez, aconteceram e me mantiveram ocupada.

O bom de entrar no segundo trimestre é que o medo e o suspense diminuem consideravelmente. As chances de aborto espontâneo são muito menores e alguns dos incômodos do início da gravidez dão uma trégua – dando lugar a outros.

Como escrevi no post anterior, as náuseas têm me acompanhado, mas nas últimas duas semanas elas diminuíram consideravelmente. Minha médica me deu um remédio contra enjôos de viagem. A idéia foi boa, mas o efeito… usei 1 vez. Como instruído na bula, tomei 1 hora antes de sair pro trabalho para que o remédio fizesse efeito na hora certa – e o efeito dura até 24 horas! A viagem pro trabalho seguiu tranquila, mas quando cheguei lá, já estava me sentindo um tanto grogue. Dei aula meio que nas nuvens, mal ouvia os alunos. A viagem de volta foi tranquila, mas lembro pouco dela. Sei que comi duas saladas, mas não sei o que fiz durante o resto da viagem. Talvez tenha dormido? Chegando em casa, fui direto pra cama. Quando acordei, tudo girava. Nunca estive tão tonta na minha vida. Era uma sensação horrenda. Não consegui levantar da cama. Se estivesse bêbada teria sido capaz de levantar da cama. Mas não dessa vez. Passei o resto do dia de cama, e no dia seguinte com uma lombeira braba. O remédio não fez sucesso.

Tinha comprado um chá de gengibre e um remédio natural contra enjôos – extrato de gengibre com vitamina B6. Na quinta-feira, usei o remédio natural. Funcionou muito bem. Ótimo substituto.

Nesse meio tempo a barriga deu um salto. Já está bem visível. As coisas já levam mais tempo do que eu calculo. A simples tarefa de tomar banho antes de sair me cansa tanto que tenho sempre que tirar uns minutos sentada no sofá, respirando devagarinho.

E na sexta-feira nós fomos a segunda ultra. Eu ainda estava no suspense. Será que ainda são dois? Será que está tudo bem com eles? E se está, são uni ou bivitelinos? Eu parei de tomar o multivitamínico. Tudo me dá enjôo, e com esses comprimidos não era diferente. Estava tomando só o ácido fólico. Nada de ômega 3. Não posso dizer que minha alimentação está tão boa quanto esteve quando estava grávida de Matias. Por conta dos enjôos, como o que consigo, e o que desejo.

Grávida de Matias eu só queria coisas salgadas, e especialmente ovo cozido. Dessa vez eu quero tanto doce quanto sal, e isso é complicado. A gravidez gemelar tem maior risco de diabetes e pré-eclâmpsia. Às vezes quero mingau, bolo, sorvete outras vezes quero ovo cozido, cachorro-quente, hambúrguer etc. Confesso que tenho me controlado para não comer tanta porcaria quanto desejo. Mas com os enjôos e o aumento de saliva, comecei a chupar bala de menta, mascar chiclete e já descobri que arrumei um buraco no dente. Essas crianças estão sugando meu cálcio, e a quantidade de açúcar na boca está destruindo um dos meus dentes. Planejando uma visita ao dentista para depois da páscoa. Enfim, espero que nesse segundo trimestre eu possa voltar a comer tão bem quanto comia antes. Eu como porções menores, mas com mais frequência.

Por essas e outras andava meio preocupada com essas crianças. Mas foi bom ir à ultra e vê-los novamente. Então, o que vimos na ultra:

  • Ainda são dois;
  • Eles estão se desenvolvendo bem;
  • Ambos mediam em torno de 5cm;
  • São bivitelinos;
  • São bastante ativos; e
  • Não há nenhum sinal de falha cromossômica em nenhum dos dois.

Também estava um tanto curiosa sobre as possibilidades de parto. Se poderia ter pelo menos o primeiro na banheira, como Matias. Negativo. De acordo com o GO, os médicos preferem ter o máximo de controle possível em partos de gêmeos. Ele também disse que, geralmente, se o primeiro nascer de parto normal, o segundo também nasce de parto normal. Eles não costumam fazer o primeiro de normal e o segundo de cesária por exemplo, até porque, segundo ele, após o nascimento do primeiro, a pélvis fica tão aberta que o próprio médico pode “ir buscar o segundo” com a mão, reposiciona-lo e até puxa-lo pelo pé para ele nascer “com a bunda pra lua”. A julgar pelo parto de Matias, mais uma vez ele me assegurou, tudo indica que teremos mais um parto normal. Mas já me avisou que esse parto vai me parecer mais clínico que o anterior, uma vez que serão pelo menos dois médicos, duas parteiras, duas puericulturistas e mais alguns enfermeiros em espera no corredor caso necessário. Seremos três dessa vez, e duas crianças que podem nascer antes do tempo…

Minha oração é que eles fiquem na barriga o máximo de tempo possível, mas pelo menos até 37 semanas.

Na semana seguinte fui fazer o segundo controle com minha médica de família. Em três semanas ganhei 1 quilo. Fiz exame de urina como de praxe, e encontramos um pouquinho de proteína por isso vou precisar fazer outro em duas semanas. A pressão continua baixa como sempre. E não medimos o fundus porque o padrão é pra o desenvolvimento de gravidez única, não gemelar. Conversamos um bocado, e ela também me avisou que esse parto deve considerar menos as minhas preferências e mais o controle dos médicos. Mas confesso que penso em parir de cócoras! Mesmo sobre a cama Hahahahahahahahaha

Mas bem, vamos às fotos dos mllagrinhos 2 e 3.

Gêmeo 1

Ele está mais baixo. Deve ser o primeiro a nascer e por isso é chamado de Gêmeo 1. A posição da placenta dele em relação à barriga faz com que ele apareça mais escuro no ultrassom.

Gêmeo 2

A placenta do gêmeo 2 está mais alta na barriga, mais próximo do umbigo, então a imagem fica mais clara no ultrassom. Ele deve nascer depois, por isso é chamado Gêmeo 2.

G

Essa é a “parede” entre os dois. O médico conseguiu ver as placentas em posições opostas, e observando a espessura da divisão entre os dois determinou que são bivitelinos.

Agora nos resta saber o sexo dessas crianças. Quando estava grávida de Matias, eu sabia que era menino, mas dessa vez, não faço idéia. As apostas já começaram. Poucos acreditam que sejam dois meninos, e a maioria se divide entre duas meninas e um menino e uma menina.

Eu já estou com as mãos coçando para começar a tricotar pra esses milagrinhos. Mas prefiro saber os sexos antes de investir em lã.

E Matias: Tadinho, ele vem sofrendo por perder terreno. Não mama mais durante a noite, não o carrego mais no colo, evito levanta-lo se estiver de pé e agora já não pode mais dormir em cima de mim. Acho que ele vem sentindo bastante as mudanças. Procuro dar muito carinho e contato quando ele não está muito ocupado brincando. E confesso que a cama compartilhada tem salvo nossa relação. É durante a noite que ele me tem pra ele, às vezes por 10 horas direto. Mas ele está bem. Crescendo e se desenvolvendo. Come que parece um saco sem fundo. Come o tempo todo. Fala pelos cotovelos. Já tem um melhor amigo na creche.

Creche

Matias na creche. Experimentando marshmallow.

E Morten: Esteve internado essa última semana com uma insuficiência renal aguda depois de um episódio de desidratação. Já está melhor e em casa, com a graça de Deus. Matias sentiu muitas saudades do pai nesse período e ontem, depois que ele voltou pra casa, não dormiu durante o dia para brincar e falar com o pai.

Tem mais um monte de coisas pra contar, mas esse post já está bem grande. Vamos aproveitar a páscoa, porque aqui é férias de páscoa!

Boa páscoa!

… E em dose dupla!

Depois do post do dia 6,  trabalhei na segunda, dia 9, e piorei um pouco. Então resolvi tentar uma hora com minha médica de família antes do dia 19. Por sorte ela podia me atender naquela terça-feira mesmo, dia 10. Não fui trabalhar e já fui ao médico com o intuito de pedir licença. Já que estava impossível sair da cama, não ia adiantar me forçar e passar mal o caminho inteiro de ida e volta do trabalho. As náuseas são frustrantes!

Ela se divertiu um pouco e disse que passou por isso também com o segundo filho, então sabia bem do que eu estava falando. Me deu a licença até o início de março, na esperança de eu então estar fora do primeiro trimestre e pronta pra voltar ao trabalho. Fez alguns exames, inclusive de ferro e hemoglobina. Hemoglobina, baixa como sempre, mas ferro dentro do normal. Pude me despedir das doses extras de ferro que me causam prisões de ventre horrendas! Também me deu um encaminhamento para fazer a ultra – muito bom, o que significou não pagar pela ultra, só pelo gel.

No mesmo dia a clínica ginecológica me ligou pra marcar a ultra. Já queriam fazer no dia seguinte, mas como Morten estaria viajando precisamos remarcar pra hoje, dia 17.

A ultra foi marcada na mesma clínica em que fiz o tratamento para ter Matias, o milagrinho número 1. Achei engraçado. O médico seria outro, já que aquele com quem me consultei até 2012 se aposentou. Esse médico é jovem, mas mostra logo que gosta do que faz.

Conversamos um pouquinho. Deixei claro que seria ele quem me provaria que estou mesmo grávida, já que só acredito vendo o milagre na tela. Fizemos a ultra interna por ser de melhor visualização no começo da gravidez.

Como disse antes, estive bastante ambivalente quanto a essa gravidez. Contente, mas insegura quanto ao momento. Tinha imaginado um 2015 de ação e muito trabalho, mas estando grávida, tudo anda mais devagar. E Matias tem notado que eu não tenho conseguido brincar com ele como de costume. Que fico cuidando pra que ele não pule em cima de mim ou chute minha barriga. Ontem ele esteve bem tranquilo. Topou assistir TV, comer, brincar, tudo sentadinho no meu colo. Foi bem legal.

Ontem escrevi em meu mural do facebook um status sobre as náuseas e como elas só melhoram enquanto eu durmo ou como. Recebi muitos comentários de amigos queridos, claro. Mas um deles eu só li hoje de manhã, pouco antes de ir pra ultra. A mãe de uma amiga disse que “eu deveria desejar essa gravidez para que as náuseas passassem”. Parece óbvio que uma gravidez deva ser desejada, mas a ambivalência também existe em mim – ou existia. “Não é que eu não deseje a gravidez, eu não desejo as náuseas”, concluí com meus botões. Mas realmente ainda não tinha conseguido sorrir livremente pensando na gravidez. Pensar nela, me fazia lembrar a divisão da atenção, menos tempo para Matias, que isso pode ser complicado pra ele… e ainda tinham as náuseas me tirando de jogo!

Bom, assim que o médico colocou o bastão em mim e a imagem apareceu na tela meus olhos ficaram marejados. Logo pudemos ver não um, mas dois, dois, dois, eu disse dois, bebês! “Isso explica tanto mal-estar”, disse o médico.

Tvilingene

Bom, estamos a 7 semanas e 2 dias. Ainda não é possível dizer se são gêmeos idênticos ou não, mas são dois sacos vitelinos, o que é bom. Ao que tudo indica a gravidez vai bem e eles se desenvolvem bem. Pudemos ver os coraçõezinhos batendo. Ainda existem os tenebrosos 5% de chance de aborto espontâneo, mas torcemos para que tudo corra bem, e eles continuem a se desenvolver sem problema algum.

A data prevista do parto por enquanto é 5 de outubro, mas os partos de gêmeos costumam acontecer 3 semanas antes em 70% dos casos, de acordo com o médico. Por enquanto, esperamos uma gravidez normal, tranquila, com parto natural, como o de Matias.

Estamos surpresos, sorridentes, alegres e ao mesmo tempo nos perguntando “Como é que vai ser isso? De repente 3?”

Mas com a graça de Deus, essas crianças serão tão abençoadas quanto Matias, que vai dar um ótimo irmão mais velho.

Eduardo que sempre diz que são dois, acertou dessa vez. E agora já podem começar o bolão. Quero ver acertar o sexo dos dois!

A próxima ultra é daqui 5 semanas, e vou ter direito a muitas outras por serem gêmeos. Eles monitoram a gravidez de gêmeos de perto. Melhor assim.

Até a próxima!

34 semanas

Chegamos a semana 34 hoje! Mais 4 semanas e Matias pode vir ao mundo quando quiser. Melhor que ele espere pelo menos mais essas 4 semanas.

Estive com a minha médica para o controle de rotina e tudo corre bem. No dia anterior à consulta, eu senti Matias “descer”. Ele já estava com a cabecinha pra baixo, mas naquele dia ele “desceu”. Foi como se ele escorregasse. De repente eu pude respirar melhor, ele já não chutava minhas costelas e os movimentos das pernas dele ficaram mais próximos do meu umbigo. Minha médica confirmou na consulta. Agora a medida do fundus está abaixo do normal porque ele está com a cabecinha dentro da minha pélvis. Ele não bóia na água, agora está apoiado no útero. E isso dói! Desde ontem que sinto os ligamentos se esticarem quando ele mexe os ombros ou os bracinhos… é uma dorzinha chaaaata… só passa quando eu deito de lado, porque aí a cama dá suporte à barriga.

Recebi o resultado dos exames que a parteira pediu. Ambos negativos. Fiquei surpresa em saber que nunca tive toxoplasmose, apesar de ter comido terra e ter tido tantos gatos por perto durante a infância.

Matias está sempre muito ativo durante o dia. Muitas vezes me pergunto se ele dorme durante o dia. Se mexe o tempo todo – pra não falar do soluço quase constante. Especialmente quando Morten vem conversar comigo. Durante à noite eu levanto pra ir ao banheiro várias vezes, ele nem “tchum”, fica quietinho. Mas assim que percebe que eu estou acordando, a festa começa. Às vezes ele me acorda. De qualquer forma, nunca me deixa dormir muito além das 9 da manhã. Só tomo café sem cafeína desde janeiro e coca-cola está quase fora do meu cardápio. Anteontem eu tomei dois copos de coca-cola no jantar. Matias perdeu a linha! Foi à loucura! Minha barriga parecia que ia se soltar do meu corpo e ter vida própria. Ele ficou super agitado, levou pouco mais de 1 hora pra se acalmar de novo. Coca-cola, agora, só em doses  homeopáticas.

Fomos à mais uma ultra, no final da semana 32. Queríamos ter feito uma 3D, mas foi impossível conseguir um horário no único lugar que oferece 3D aqui em Kristiansand. Então fizemos uma comum só pra saber se tudo ia bem com ele. Mas ele já está tão grande que o vimos por partes. Primeiro a cabeça, depois o coraçãozinho, a barriguinha e a ginecologista quis confirmar o sexo, então tirou uma foto dos “documentos” dele. A consulta foi às 8:30h da manhã. Matias dormia… ela bem que tentou acordar ele, mas ele nem deu bola, abriu um pouquinho os olhinhos, fechou e continuou dormindo. Acordou pouco depois que a ultra terminou, aí, sim, o dia começou pra ele. Maior atividade na minha barriga. Não tem nada melhor que sentir ele se mexendo o tempo todo. Às vezes é incômodo, mas sempre fico com um sorrisinho satisfeito no rosto.

Semana passada estive no Curso de Amamentação. Foi interessante e informativo. Muito legal ver que os nenéns, quando colocados no colo da mãe logo após o parto, instintivamente procuram [e acham!] o seio pra mamar. Muitas vezes sem abrir os olhinhos. Aqui eles incentivam o contato da pele, colocar o bebê só de fralda sobre o colo desnudo pra acalmar e controlar a temperatura corporal do bebê. Achei um barato.

Estivemos em mais duas consultas no centro de família. Foi muito legal. A Assistente social e o psicólogo já chegaram à conclusão de que nossas consultas são mais pra “conscientização”. Pra gente entender como é a nossa dinâmica durante um conflito e como a gente pode melhorá-la, especialmente depois que Matias nascer. Bateu uma pontinha de orgulho quando o psicólogo disse: “é, pelo que eu estou vendo vocês se conhecem bem, são pessoas razoáveis e refletidas. Só precisam de conscientização mesmo.” Agora entramos na parte teórica do conflito. Muita coisa interessante pra aprender. A gente ainda não teve a chance de testar as alternativas que ele deu. Estamos esperando o próximo conflito rs… Terapia familiar é bom, e a gente não precisa estar em crise pra começar. No nosso caso está sendo enriquecedor aprender sobre a psicologia humana, como a gente funciona sozinho e junto, e como nos ajustar pra dar um bom exemplo pra Matias. Não precisa ser perfeito, mas bom o suficiente pra ele também usar mais tarde. Eu estou satisfeita, e acredito que Morten também.

Também recebi pelo correio umas fraldas que comprei. Lindas! O berço já está no lugar, o armário também, o carrinho já foi montado e a secadora já está no lugar e funcionando. Já dei uma de “estofadora” essa semana. Nós “herdamos” uma espuma que é usada pra trocar fraldas, mas a capa estava rasgada, então lembrei do meu pai e, como já tenho minha máquina de costura, comecei a caça por informações sobre material, preços, onde comprar etc. Em uma noite cortei e costurei uma nova capa “a là Ruca”. Ficou bem legal. A capa é florida, mas não acho que Matias vá se importar muito com isso. Não achei nada mais “masculino” na cidade, ia precisar ir longe pra encontrar algo melhor. Kristiansand é uma cidade linda, mas deixa muito a desejar em certos pontos.

No mais, tudo vai bem. Durmo bem, apesar de ir ao banheiro várias vezes, como bem, a pressão continua baixa como sempre, cheguei ao marco histórico dos 60 kg  [10 kg só de barriga, claro] e me distraio com o tricô. Morten canta pra ele quase todas as noites antes de a gente dormir.

Vamos participar de um congresso de linguística na Dinamarca no início de setembro. Dedos [e pernas] cruzados pra Matias não nascer no barco. Pode nascer na Dinamarca, no barco, não!

E vamos às fotos!

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É ele!

Como previsto e esperado por muitos, nosso primeiro milagrinho é Matias. O menininho mais lindo do pedaço!

Fizemos a ultra no último dia 15. Não tive nem tempo de me preparar para ouvir qual o sexo do milagrinho. Mal a parteira colocou o aparelho sobre a minha barriga e olhou pra tela, já soltou um “é um menino”. Foi tudo tão rápido que eu fiquei meio espantada e pedi pra “ver melhor”.  Eu sou meio Tomé pra algumas ou muitas coisas. Só acredito vendo. A parteira não poupou esforços, entrou por baixo do milagrinho e ainda bateu uma foto pra comprovar. Melhor que narrar o inenarrável é colocar aqui o vídeo que fizemos.

Meus olhos sempre ficam marejados quando vejo ele cheio de vida, fugindo do ultrassom, se mexendo o tempo todo. Vejo e revejo o vídeo, não preciso de mais nada pra ficar com cara de abobalhada, com um sorrisinho leve na boca. Estamos a 20 semanas e 1 dia agora, no meio do caminho, e a cada dia minha curiosidade aumenta. A cada movimento na minha barriga, cada chute, cada soco, cada cabeçada, cada bundada. Tudo isso me acalma, mas me deixa mais curiosa, com mais vontade de colocar ele no colo. Ver que traços ele tem. Segundo a parteira, os lábios e o nariz são provavelmente meus. Herdei os lábios do meu pai, e o nariz da minha mãe. Um pouquinho de cada um… Já disse pra Morten que Matias pode herdar as pernas dele porque são lindas!

Durante a ultra, Morten observou que ele fazia um movimento com os braços que eu faço desde que me lembro. Talvez essa seja minha primeira lembrança: deitada na cama, tomando Neston na mamadeira, com um dos braços pro alto, segurando meu “paninho” e me ninando… faço isso até hoje quando penso que Morten não está vendo – mas pelo jeito Morten vê tudo. Espero que Matias tenha mais coisas do pai, afinal, a mãe todo mundo sabe quem é… rs.

E o nome, bom, Matias Laurits da Silva-Tønnessen. Tanto eu quanto Morten gostamos do nome Matias (não só a gente, Matias é o terceiro nome mais usado na Noruega atualmente) e gostei mais ainda quando vi o significado “presente de Deus”. O nome soa bem tanto em português quanto norueguês. Optamos por não usar “h” – “Mathias” é mais comum aqui. Laurits vem na verdade de uma história um tanto curiosa.

Morten era muito próximo do avô materno, Jens Laurits Seip, e escreveu a biografia dele. O avô nunca usou o nome Laurits, somente L., exceto em uma ocasião: enquanto esteve preso em Sachsenhausen durante a segunda guerra mundial. Ele escrevia cartas para a esposa, avó de Morten, mas muita coisa era censurada pelos alemães. Para contar como andava a saúde dele sem ser censurado, eles inventaram um sobrinho que se chamava Laurits, e se referiam à ele como “pequeno Laurits”. Assim, ele perguntava como andava a saúde do pequeno Laurits, ela respondia, e ele confirmava, ou corrigia a informação sobre a saúde dele. Essas cartas não foram censuradas e Morten as guarda num arquivo. Uma ironia quanto ao “pequeno Laurits” é que o avô de Morten tinha 1,96cm de altura, e de pequeno não tinha nada.

Bom, o avô de Morten faleceu poucos dias depois que nos conhecemos, e Morten não teve a chance de contar à ele sobre mim. A biografia foi publicada pouco depois da morte dele e eu ouvi essa história algumas vezes. Em norueguês, pequeno Laurits é “lille Laurits” e eu sempre gostei da sonoridade do conjunto. Depois que definimos o nome, descobrimos que o avô do pai de Morten também se chamava Laurits, mas ele morreu quando o pai de Morten tinha 1 ano de idade. Acho que ele era padre, ou coisa assim. O sobrenome será o meu. Uma combinação do sobrenome mais comum no Brasil com o sobrenome mais comum do sul da Noruega. Tem sempre mais um Tønnessen na minha turma da faculdade.

Segundo a minha mãe, o melhor é escolher o nome depois de olhar a criança, mas no nosso caso fica complicado. Imagine que escolhemos o nome de menina antes mesmo de casar, e começamos a discutir o de menino quando engravidei. Aqui na Noruega o governo dá um nome pra criança que ainda não tiver sido nomeada pelos pais até os 6 meses de idade. Deus me livre ter essa pressão: 6 meses pra entrar num acordo com Morten, ou ver meu filho receber um nome qualquer dado pelo estado. Já decidimos! hehehehehe

Também na semana passada fomos à primeira “conversa” no centro de família. Começou estranho, ficou interessante e depois extremamente desconfortável – pra mim pelo menos. Naquele dia decidi que não voltaria mais lá, mas hoje já não tenho certeza… a próxima “conversa” ficou marcada para o dia 1 de junho. Estou pensando, ponderando… relutante, mas ao mesmo tempo tentando me abrir pra me permitir ser comida viva. Se é por uma boa causa… se é pelos homens da minha vida… Vamos ver.

Amanhã temos mais uma consulta com a nossa parteira e no dia 25, consulta com minha médica. São tantas consultas que eu até esqueço, e às vezes marco coisas que coincidem… Topei trabalhar amanhã, mas consegui que minha chefe-interina me deixasse sair mais cedo pra ir ver a parteira. Na quarta minha fisioterapia já foi pro brejo. Vou trabalhar também.

Enfim, Matias se desenvolve e cresce, e a vida segue. Então, vamos às fotos!

Amanhã…

completamos 19 semanas e é dia das mães no Brasil – na Noruega foi dia 12 de fevereiro. Não sei se já me encaixo no papel… afinal ainda o estou desenvolvendo. Tenho mais umas 20 semanas pela frente pra me preparar e ver meu mundo completamente transformado.

Ontem li num dos jornais daqui que a maioria das mães de primeira viagem norueguesas levam um choque quando o bebê nasce. O artigo diz que elas fazem planos de sair por aí exibindo o rebento, ir à cafés, de repente viajar, enfim, adicionar o bebê à seus planos de férias – já que a licença maternidade exige que os três primeiros meses depois do parto sejam da mãe, isto é, três meses para “fazer nada”, exceto cuidar de um recém-nascido.

Mas, cuidar de um recém-nascido é mais complicado do que elas imaginam e acabam por ficar chocadas porque mal conseguem tempo pra tomar banho. Espero que desse mal eu não sofra tanto.

Já estou me preparando mentalmente para o desafio. Noites mal-dormidas, ou não dormidas, muitas fraldas pra trocar e lavar, aprender a arte de amamentar, chorinho de neném de manhã, de tarde e de noite etc. Ser mãe não me parece ser uma coisa que se tire de letra, mas um papel que se aperfeiçoa através do tempo, e morremos cheias de novas perguntas e sem respostas às muitas outras que foram feitas desde a gravidez. Não é tarefa fácil, mas, de qualquer forma, um privilégio. Por esse privilégio eu agradeço à Deus.

Essa semana algo maravilhoso aconteceu: Eu já sinto o milagrinho chutando! Uhuuuuuuu!!! A primeira vez foi sábado passado. Enquanto eu assistia TV com Morten, e ria muito, ele começou a se mexer. Toda vez que eu gargalhava, sentia ele mudar de posição. Morten tinha acabado de ler sobre isso, pela perspectiva paterna… “Sua esposa deve sentir o bebê mexer essa semana e vai mandar você colocar a mão na barriga dela um monte de vezes sem que você sinta alguma coisa. No começo vai ser legal, mas logo vai ser irritante!” – ou algo do gênero. No sábado eu senti, e no domingo não senti absolutamente nada… fiquei meio deprimida. Na segunda ele se mexia quando eu começava a comer, e a alegria voltou a reinar. No trabalho, às vezes, enquanto estou conversando, eu paro no meio de uma frase porque ele se mexe rs. As pessoas perguntam “está com dor?”, “ah, não, ele se mexeu.” e continuo de onde parei. Devo parecer meio louca.

Hoje Morten sentiu ele pela primeira vez. Uma parte da barriga ficou durinha e ele pôde apalpar e sentir até o milagrinho mudar de posição de novo.  É interessante. Às vezes posso alisar a barriga toda sem sentir nenhuma resistência – acho que ele se esconde no fundo do útero-, e de repente ele se mexe e fica uma parte dura. Se eu olhar bem pra barriga enquanto ele se mexe ou chuta, dá pra ver a barriga se mexer… rs. Ou tudo isso é fantasia de um projeto de mãe que precisa saber que tudo está bem com o bebê, o tempo todo.

Na terça-feira vamos fazer a ultra que dará a data prevista do parto oficial baseada no tamanho do bebê – por enquanto temos contado a partir da data da última menstruação -. Nessa ultra, que é um pouco mais demorada, devemos saber o sexo do milagrinho. Vou ficar desapontada se não conseguirmos ver dessa vez… Estamos mais curiosos agora, antes não era tão importante e sabíamos que poderia ficar na dúvida de qualquer forma, mas agora queremos saber quem é que mora aqui por estas paragens. Espero que seja um bacuri meio sem-vergonha pra abrir logo as pernas e matar a nossa curiosidade. Na semana 19 os órgãos genitais já devem estar bem formados, e só não conseguiremos uma resposta se o milagrinho ficar com vergonha e esconder tudo.

Minha pele está ótima agora. Meus lábios estão cor de jambo, e a pele está viçosa e brilhante. Entretanto, a alta quantidade de sangue sendo bombeado no meu corpo tem um efeito colateral: sangramentos nasais. Começaram quando completamos 16 semanas, e toda hora reaparecem. Achei, em princípio, que era porque eu estava passando do limite do meu corpo – porque na primeira vez que aconteceu, eu estava arrumando a casa, trocando roupa de cama, lavando e pendurando roupa etc -, mas agora já vi que acontece sem mais nem menos. Trabalhei um desses dias sem problema algum, sem nem aumentar os batimentos cardíacos, mas na metade do caminho de volta pra casa, meu nariz começou a sangrar. Estava frio e ventava bastante, por isso eu não quis sentar no meio-fio por 15 minutos e esperar o sangramento parar. Vim embora assim mesmo, mas aí foi sangue pelo nariz e pela boca. Nada legal. Depois disso meu nariz sangrou “on-and-off” por uns três dias. Da última vez acordei me afogando em sangue. Engoli sangue sem perceber e isso me deu enjôo… tive que correr pro banheiro, cuspia e pingava sangue do nariz. Ninguém merece! Mas a gente faz qualquer coisa pra ver esses anjinhos nascerem cheios de saúde – por isso me entupo de ferro para corrigir a anemia.

Bom, Morten acabou de dizer que sempre escrevo posts longos – e uma enfermeira do trabalho disse que eu escrevo MUITO em “brasileiro”, então vou encurtar esse por aqui. Vamos às fotos da semana!

Enfim, segundo trimestre!

Yeay!

E para comemorar, uma ultrassonografia recheada de boas notícias e pulos de alegria!

Na segunda-feira, 26 de março, fizemos a segunda ultrassonografia, com 12 semanas e 1 dia. Foi emocionante. A ultra durou os 7 minutos mais intensos pra nós até agora. Pela primeira vez vimos o milagrinho como “gente”. Quer dizer, na ultra anterior ele ainda parecia um girino, e só pudemos ver o coraçãozinho bater. Dessa vez pudemos ver além do coração, a cavidade dos olhos, o cérebro, a boca, os dentes, os ossinhos, as mãos, os dedinhos, as perninhas, a bexiga e… o nariz! Ainda estou impressionada com o “osso nasal” dele. Pareceu tão grande! Mas o perfil estava proporcional, apesar de o rosto ainda não estar definido. Bom, Morten tem o nariz um tanto avantajado, mas observo que as crianças aqui nascem com narizes bem pequenos, e eles só ficam grandes mesmo na adolescência. Já vi fotos de Morten em que o nariz dele parece mais com o meu, meio “batatinha”. Crianças de descendência africana já vêm com a fornalha armada. Pouco muda depois do nascimento.

O ginecologista estava bastante ocupado em ver a nuca, o osso nasal e o cérebro porque é nesses pontos que se vêem os indícios de falhas genéticas, como a síndrome de down. Eu não tinha lido sobre isso antes de ir pra ultra, então não sabia o que procurar, e o médico não fez alarde, nem citou a síndrome ou comentou que estava procurando por indícios. Ao final da ultra, quando eu perguntei, bem claramente, ele voltou para mostrar e explicar. Bom, da nuca até a cabeça espera-se ver pouco líquido, espera-se ver o osso nasal e o cérebro sem concentrações de líquido. Com a graça de Deus, o milagrinho tinha uma quantidade mínima de líquido na nuca – menos de 0,5 mm, enquanto uma criança com chance de alteração genética pode apresentar 10mm, por exemplo -, não tinha nenhuma concentração de líquido em torno ou dentro do cérebro, e o osso nasal estava lá – enquanto crianças com alterações não têm o osso nasal na 12a semana, elas têm o rosto “chato”.

A possibilidade de alteração genética me ocorreu no meio da noite anterior à ultra. Me perguntei como reagiria, como seria pra mim ouvir do médico que meu milagrinho poderia apresentar alguma alteração cromossômica. Acho que precisaria de acompanhamento psicológico, não porque tenho medo do que as pessoas vão pensar de mim, mas teria medo e me sentiria culpada por trazer ao mundo uma criança que, por mais que eu a protegesse, sofreria com a maldade dos outros. Aqui na Noruega, crianças com síndrome de down por exemplo, dependendo do nível de comprometimento cognitivo, vivem como todo mundo. Elas não se escondem. E como qualquer um, saem de casa, trabalham e vão viver suas vidas, independente dos pais. Mas também sofrem. Nos últimos meses uma atriz que tem síndrome de down começou uma campanha para que as pessoas não abortem filhos com alterações cromossômicas como a dela. [O caso é mais complicado do que parece, e está relacionado à um pedido das mulheres para ter uma ultrassonografia gratuita antes da semana 13 – no caso de uma criança que vá morrer no ventre, ou que apresente risco para a mãe ou que tenha síndromes mais sérias, elas querem saber em tempo de fazer o aborto sem que isso prejudique a fertilidade delas e antes que elas se apeguem ao bebê. Hoje só temos direito a ultrassonografia gratuita na semana 19, e aí, muitas vezes, já é tarde, e elas têm menos tempo de pensar e decidir se levam a gravidez a diante ou abortam. Ao mesmo tempo, uma adolescente que engravida e não quer ter o filho – seja ele saudável ou não -, pode, até a semana 13, ir ao médico e fazer um aborto.] Um aborto nunca passou pela minha cabeça, a menos que fosse necessário por questões médicas. Mas não seria fácil ouvir nenhum dos dois “vereditos” do médico. Perguntei à Morten se ele tinha pensado sobre isso em algum momento. Ele disse que sim, por 5 segundos antes de dormir, mas que isso não seria problema :-).

Bom, com a graça de Deus, o milagrinho não apresenta indícios de alterações cromossômicas, se mexeu bastante durante a ultra e está bem maior do que da última vez. Antes media pouco mais de 1 centímetro, agora já mede 6. Esperávamos que ele medisse em torno de 5. Aí pensei: Oooops, e ele só tem uma porta de saída, espero que não fique muito grande! Kkkkkkkk coitada de mim! Tão pequena… Mas Morten é grande, tem ossos grandes e nasceu com quase 4 kg. Uffa!

Mas foi engraçado. O médico não sabia o que fazer. Eu só ria olhando a tela e perguntava o tempo todo “tá vendo?” pra Morten, que respondia impaciente “tô, tô!” O médico começava a explicar uma coisa, o bebê pulava e ele tinha que começar de novo. Enquanto ele explicava, Morten interrompia com um trilhão de perguntas, e às vezes não ouvia a resposta porque eu perguntava se ele estava vendo. O médico tinha que explicar de novo… foi divertido.

Eu fiz uma edição do vídeo da ultra. Gravamos com o iPod, mas estávamos ocupados curtindo a ultra, então a gravação ficou meio “marro-meno”. O vídeo está no youtube, ao som de “Moves like Jagger” (se mexe como (Mick) Jagger) do Maroon 5 com a Christina Aguilera.

Ah, e não vimos o sexo! O médico nem tentou. Ele se mexeu bastante e as pernas até estavam abertas o tempo todo, mas viradas para trás. O médico disse que ficava com medo de dar palpite e estar errado, então preferiu nem tentar ver. Só vimos a bundinha numa hora em que ele se virou de costas.

A próxima ultra é dia 15 de maio. Ela é a toda poderosa que vai definir a data prevista do parto baseada nas medidas do bebê, e aí, não tem erro. Se virmos um pintinho é menino, se virmos uma baratinha é menina, e ponto final. Nada de dúvidas. E Morten não quer fazer outra ultra só pra ver o sexo no mês que vem.

Então, para a família Mesquita de plantão, podem começar suas apostas no bolão. Dia 15 de maio sai o resultado. Pelo que sei, estão “Todos contra um”. Todos acham que é menino, e só Fight acha que é menina… Quem dá mais??? Ah, e não podemos ignorar que Dudão acha que são dois! Kkkkkkkk

E aqui vão também as fotos da semana. Infelizmente a barriga tem duas “bolas” hoje, a de baixo é o bebê, a de cima é meu café da manhã que leva no mínimo duas horas pra ser digerido. Kkkkkkkk

7 semanas e 1 dia: primeira ultra

Hoje fizemos a primeira ultrassonografia. Estava difícil acreditar nisso tudo, mas de repente vi o saco gestacional e um movimento no visor. Aquilo foi suficiente!

É um só, está bem posicionado e o tamanho está de acordo com nossas contas. Por enquanto a data prevista do parto, baseada na última menstruação, é 10 de outubro.

O coração… nossa! Esse bate forte, rápido e alto. De acordo com Morten, o médico disse 142 batimentos por minuto, eu só ouvi ele dizer alguma coisa em 170, mas estava muito ocupada com os olhos e a atenção cravados na tela. Tanto que esqueci de pedir a foto do bacuri. Ele teve que entrar de novo pra tirar a foto. Hehehehehehe

Os meus olhos ficaram marejados e o coração parecia que ia explodir, especialmente enquanto víamos e ouvíamos os batimentos cardíacos. Podia ter ficado alí o resto da gravidez, só admirando o desenvolvimento dele.

O médico estava muito contente, talvez tanto quanto a gente. Ele tem me acompanhado há dois anos, e de certa forma, o mérito também é um pouco dele. Morten disse: primeira vez que fizemos um menáge. hahahahahahaha

Ele vai me dar mais duas ultras, uma na semana 13 e outra na semana 19, e se eu ficar preocupada, ou por algum motivo quiser me assegurar de que tudo vai bem, posso pedir mais uma.

Bom, chega de muito papo, e aqui vai a foto dele grudadinho no saco vitelino.

7 semanas e 1 dia

E aqui, marcadinho…

7 semanas e 1 dia - marcado

“A vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver.” (Saramago)